01/10/11

No quadrado da varanda do prédio
Juntam-se corpos que se sentam
Ou que se encostam nas paredes de pedra
Conforme o tempo passa as pessoas vão
Congelando e ficando mais múmias
No fim da noite já não se mexem
Não há comunicação
O ar que vem de cima da varanda aberta
Sopra-lhes o suspiro de fim de noite
Que os empurra para casa

B.B. Pásion - Poema das Boémia

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